Laboratórios e redes desde uma perspectiva das comunidades

Corresponsal desde Brasil en el Labsurlab 2011,
Miguel de Castro Perez del CCE_São Paulo. Versiones en portugués y en español.

Laboratórios e redes desde uma perspectiva das comunidades – Comunidades desde uma perspectiva  de laboratórios em rede.

LabSurLab pode ser compreendido como “metáfora e prática” de “formação e trabalho” em rede. As identidades envolvidas – representando ativistas, estados, empresas – empregaram uma dinâmica capaz de desenhar um discurso um tanto esquecido pelas políticas públicas, em especial propagado pelas instituições de ensino: a interdisciplinaridade.


Nos seminários, mesas redondas, mesas de trabalho e oficinas. O que se via eram autênticos espaços discursivos/práticos: meio ambiente, política, artes, física, elétrica e química, tudo concebido como ciência. Desde a perspectiva dos laboratórios, o importante é dominar estes “códigos”.

LabSurLab apresenta o subtítulo “tenemos los medios”. Desde logo é colocado um paradoxo, um desafio e claro, a re-interpretação de conceitos. Os participantes que estavam ali tinham uma postura bem clara: “Somos nós os meios!”.

Intertitulo

Os laboratórios devem ser capazes de envolver e articular uma gama de identidades e entidades para alcançar modos operativos diversos – de organização, planejamento, produção e difusão – e alheio às práticas dos centros de poder ou dos já consolidados meios de comunicação. Entendendo que assembléias, concertos/shows e seminários também fazem parte do roll de modos de comunicação.

Não se quer os meios para mediar as relações, processo crescente no mundo da informação. O mundo do conhecimento propõe justamente o contrario. Se apropriar dos meios, concebê-los, compreendê-los para poder manejar os códigos: códigos sociais, códigos dos direitos, códigos da democracia, do meio ambiente, por fim da(s) tecnologia(s).

Para a compreensão do domínio do código e para poder extrapolar o horizonte desenhado pelas “novas tecnologias” pôde-se perceber que o termo “nova” deve ser eliminado da frente das tecnologias para que as iniciativas dos labs não caiam na cilada de criar mais uma disciplina, mais uma cooptação, mais uma especialidade, mais uma classe distinta de pessoas e mais uma forma de diferenciação, de hierarquias e de nichos, por final, de consumo.

Labsurlab estava pelas tecnologias: tecnologias sociais. Ter os meios para servir aos homens/mulheres, para criar auto representações, potencias não mediadas e que não tendam `a homogeneização dos imaginários. Tal homogeneização são fortemente responsáveis pela alienação e imobilidade social.
Os Laboratórios são espaços interdisciplinares pela própria natureza da rede, espaços para o erro, para o discurso, para o exercício da cidadania. Funcionam na rede eletrônica e no plano real.

A era da informação nos apresentam dois desafios, pois atualmente, muito se tem feito para minar antigos e desejáveis paradigmas de liberdade de expressão e compartilhamento de idéias: Lei Hadopy na França, Lei Sindy na Espanha, Lei Azeredo no Brasil, Lei Lleres na Colombia e todas circundadas pelo fantasma ACTA do “Tio SAM”.

Primeiramente compreender que a rede deve ser tratada como um espaço público. Uns objetarão dizendo que existe muito capital privado lá investido. Porém o nascimento e desenvolvimento da camada física da rede* possui fortes investimentos estatais.  Quando foi aberto ao comércio, as empresas nada mais fizeram do que, como no mundo real, usarem os recursos da riqueza das redes, o potencial de troca de informação e claro sua infra-estrutura.

Por riqueza das redes2 queremos dizer que existe e circula lá uma produção social e, por ser social, é também de domínio público uma vez que um volume representativo do que circula na rede vem das pontas, dos terminais/computadores de pessoas físicas.

Nos início dos anos 80 a estética e modelo “portal” de conteúdo foi tido como o modelo que as empresas deviam operar na rede. Concebidos como mais um meio de comunicação unidirecional. Pois, perderam eles o controle com a explosão dos blogs, comunidades, enfim a web permitia gerenciar diversos aplicativos multimídia e ter um servidor deixou de ser exclusivo de grandes coorporações .

Mesmo as redes sociais com seus modelos centralizados (redes dentro de redes) permitiram a “alfabetização” de muitos quando se trata de navegação na internet. Ou seja, passamos da rede descentralizadas para a distribuída/compartilhada `a exemplos das p2p.

A Internet é um grande espaço público de múltiplas frentes de mediação. Empresas não podem legislar sobre estes espaços assim como não podem interferir na plataforma “mesa de bar”: aqui e ali a comunicação, as idéias, as citações, os arranjos circulam livremente, manejando códigos lingüísticos e culturais. A diferença da rede é que como meio eletrônico possibilita o registro das mesmas idéias, citações, etc.

É sobre este registro que as empresas investem seus esforços: dominar e limitar o trânsito do intangível que são delineados por frações velozes de intermitências elétricas: os dados.

No plano real, fora do registro eletrônico, a metáfora da rede possibilita `a sociedade um retorno às antigas práticas e ideais de organização humana: comunidades, federações, democracia, compartilhamento, assembléia, a praça. Almejemos uma nova Ágora3.

Os laboratórios permitem e criam espaços de encontro e debate. Não estão em oposição ‘as universidades, `as antigas estruturas de ensino. São novos espaços de exercício da cidadania onde se pode beber da produção e do conhecimento social. Apenas por este motivo já se podia propor e planejar políticas públicas com este modelo de encontro. E que sejam nômades e perenes.

Sim nós temos os meios, e tê-los é um exercício de poder.

Das comunidades

Os Laboratórios também permitem reavaliar antigos paradigmas de comunidade que geralmente produzem discursos de oposição entre nós/eles. O que se propõe é pensar as comunidades de modo “hiperlocal4“. Cada unidade de identidades ou entidades pode com seu saber multiplicar os modos e práticas como nos relacionamos com o mundo. Quais as soluções, que código operam, quais tecnologias desenvolvem para solucionar ou mesmo criar outros problemas. Os laboratórios são espaços permeáveis. LabsurLab valorizou este tema: tinha ali representado as várias entidades sociais. A diversidade está deste modo dentro e fora da cidade: comunidades rurais, indígenas, comunidades de hackers, de ativistas, de músicos, de políticos.

Comunidade não pode ser pensada e pensar-se isoladamente, entedendo-se sob a ótica do “hiperlocal” passam a fazer parte de um fluxo e da idéia de interdependência.
Os velhos discursos de transformação social sob a perspectiva dos movimentos independentes já soam como discursos românticos, porque não “egóicos”.

Rede é pensar “interdependência”: interdependizar-se!. Tratamos agora de escolher nossas redes de dependência. Compreender as relações, conciliar interesses. Dependências estratégicas para compor redes alternativas de ação e reflexão social. Os centros de poder já operam com esta lógica há tempos, já dominam e a põe à serviço de interesses particulares pouco permeáveis `a idéia de pró-comum, regidos não pela lógica cultural, mas financeira. Temos agora uma possibilidade de “darles la vuelta”!

Interdependizar-se é responsabilizar-se com o próximo, ser responsável por suas escolhas. A rede é uma cadeia de tensões e contradições. Avancemos sobre este terreno pois a criação reside no erro.

LabsurLab, como o emblemático MedialabPrado, não está envolvido com indústrias culturais ou economia criativa. Também não estão em direta oposição mas coompreendem que estes domínios – estas redes -  são de natureza mercadológica, econômica e que possuem a balança pendendo mais para este lado.

Os laboratórios aqui em questão são espaços públicos, onde, mesmo dentro da estrutura estatal, acolhe as críticas e discursos antipáticos `as velhas estruturas de poder.
Labsurlab de certa forma coloca que qualquer encontro é um lab e tendo os meios pode-se potencializar certas práticas sociais: mais que esvaziar o poder, uma intenção de hackear o poder, tentando garantir espaços de livre produção e expressão do conhecimento.

Hacia los labs!!!

+ Versión en español
Traducción por Carmen Macias (CCE_SP).

Laboratorios y redes desde una perspectiva de las comunidades – Comunidades desde una perspectiva de laboratorios en red.

LabSurLab puede ser comprendida como “metáfora y practica” de “formación
y trabajo” en red. Las identidades envueltas – con representación de activistas,
estados y empresas – pusieron en marcha una dinámica con la capacidad de
diseñar un discurso olvidado por las políticas públicas, en especial difundido por
las instituciones de enseñanza: la interdisciplinariedad.

Tanto en los seminarios como en las mesas redondas, mesas de trabajo y talleres,
fueron expuestos auténticos espacios discursivos/prácticos: medio ambiente,
política, artes, física, electrónica y química, todo concebido como ciencia. Desde la
perspectiva de estos laboratorios, lo importante es dominar los “códigos”

LabSurLab presenta como subtitulo “tenemos los medios”. Desde luego supone
una paradoja, un desafío y una clara reinterpretación de conceptos. Los
participantes representados teníamos una posición muy clara: “Somos nosotros los
medios!”

Estos laboratorios deben lograr involucrar y articular una variedad de identidades
y entidades para alcanzar modos operativos diversos – de organización,
planeamiento, producción y difusión – y ajeno a las prácticas de los centros
de poder o de los ya consolidados medios de comunicación. Comprendiendo
que asambleas, conciertos y seminarios son también parte de estrategias de
comunicación.

No se quiere a los medios para mediar las relaciones, proceso creciente en el
mundo de la información. El mundo del conocimiento propone justamente
lo contrario. Apropiarse de los medios, concebirlos, comprenderlos para
poder manejar los códigos: códigos sociales, códigos de los derechos, códigos
democráticos, del medio ambiente, por fin de la(s) tecnología(s).

Para dominar el código y para explorar el horizonte dibujado por las “nuevas
tecnologías” el término “nuevas” debe ser eliminado de la frente de las tecnologías.
Para no caer en una trampa que sería la de crear una disciplina más, una
cooptación más, una especialidad más, una clase distinta de personas más,
diferenciaciones, jerarquías, finalmente, consumo.

LabSurLab presenta tecnologías sociales. Acceder a los medios para servir a
hombres y mujeres, para crear auto representaciones, potencias no mediadas
y que no tengan inclinación a la homogeneización de los imaginarios. Tal
homogeneización es la responsable en gran parte por la alienación e inmovilidad
social.
Los laboratorios son espacios interdisciplinares debido a su naturaleza que es
propia de la red, espacios para el error, para el discurso, para el ejercicio de la
ciudadanía. Operan mediante red electrónica y en un plan real.

La era de la información nos presenta dos desafíos, pues actualmente, mucho se
hace para dificultar antiguos y deseables paradigmas de la libertad de expresión
y de la de compartir ideas: Ley Hadopy en Francia, Ley Sindy en España,
Ley Azeredo en Brasil, Lei Lleres en Colombia y todas bajo el fantasma ACTA
del “Tio SAM”.

De entrada, comprendemos que la red debe ser tratada como un espacio
público. Unos han de objetar diciendo que existe un capital privado invertido.
Sin embargo el nacimiento y desarrollo de la capa física de la red* posee fuertes
inversiones estatales. Cuando fue abierta al comercio, las empresas intentaban
utilizar recursos de la “riqueza de las redes”, el potencial de intercambio de
información y su infraestructura.

Por riqueza de las redes2 queremos decir que existe y circula una producción
social y, por ser social, es también de dominio público, una vez que el volumen
representativo que circula en la red viene de los usuarios, de los terminales/
ordenadores de personas físicas.

A comienzos de los años 80 la estética y modelo “portal” de contenido se
presentaba como ejemplo a aseguir de las empresas que trabajaban en red.
Concebido como otro medio de comunicación unidireccional. Pues, perdieron el
control con la explosión de los blogs, comunidades, finalmente la web permitía
gestionar diversas aplicaciones multimedia y tener un servidor dejó de ser
exclusivo de grandes corporaciones.

Incluso las redes sociales con sus modelos centralizados (redes dentro de
redes) permitieron la “alfabetización” de muchos cuando tratan de navegar
por internet. Es decir, pasamos de la red descentralizadas para la distribuida/
compartida a ejemplos de la p2p.
Internet es un gran espacio público de múltiples frentes de mediación. Empresas
no pueden legislar sobre estos espacios así como no pueden interferir en la
plataforma “mesa de bar”: aquí y allí la comunicación, las ideas, las citaciones,
los arreglos circulan libremente, manejando códigos lingüísticos y culturales. La
diferencia de la red es que como medio electrónico posibilita el registro de las
mismas ideas, conclusiones, etc.

En el plan real, fuera del registro electrónico, la metáfora de la red posibilita a la
sociedad un retorno a las antiguas prácticas e ideales de organización humana:
comunidades, federaciones, democracia, reparto, asamblea. Anhelemos una
nueva Ágora, tal vez nuevas Ágoras.
Los laboratorios permiten y crean espacios de encuentro y debate. No están
en oposición a las universidades, a las antiguas estructuras de enseñanza.
Son nuevos espacios de ejercicio de la ciudadanía donde se puede beber de
la producción y del conocimiento social. Sólo por este motivo ya se podría
proponer y planear políticas públicas con este modelo de encuentro. Y que sean
nómadas y perennes.
Sí nosotros tenemos los medios, tenerlos es un ejercicio de poder.

Das comunidades
Os Laboratórios também permitem reavaliar antigos paradigmas de comunidade que
Los Laboratorios también permiten reevaluar antiguos paradigmas de
comunidad que generalmente producen discursos de oposición nosotros/ellos.
Lo que se propone es pensar en las comunidades de modo “hiperlocal“. Cada
unidad de identidades o entidades pueden con sus saberes o ciencia multiplicar
los modos y prácticas de como nosotros nos relacionamos con el mundo.

Cuáles son las soluciones, que códigos operan, cuáles son las tecnologías que
desarrollan para solucionar o incluso crear otros problemas? Los laboratorios
son espacios permeables y LabsurLab valoró el tema: representando varias
entidades sociales. La diversidad está de este modo dentro y fuera de la ciudad:
comunidades rurales, indígenas, comunidades de hackers, de activistas, de músicos, de políticos.
Comunidades no pueden ser pensadas y pensarse de modo aislado, bajo
la óptica del “hiperlocal” pasan a formar parte de un flujo y de la idea de
interdependencia.

Los viejos discursos de transformación social bajo la perspectiva de los
movimientos independientes ya suenan como discursos románticos, porque
no “egóicos”.
Red es pensar “interdependencia”: interdependizarse!.
Tratamos ahora de eligir nuestras redes de dependencia. Comprender las
relaciones, conciliar intereses. Dependencias estratégicas para componer
redes alternativas de acción y reflexión social. Los centros de poder ya operan
con esta lógica hace tiempo, ya la dominan y la ponen al servicio de intereses
particulares poco permeables a la idea del pro-común, regidos no por la lógica
cultural, sino financiera. Tenemos ahora una posibilidad de “*darles la vuelta”!
Interdependizarse es responsabilizarse con el próximo, ser responsable por sus
elecciones. La red es una cadena de tensiones y contradicciones. Avancemos
sobre este terreno pues la creación reside en el error.

LabsurLab, como el emblemático *MedialabPrado, no está envuelto con
industrias culturales o economía creativa. Tampoco están en directa
oposición pero comprende que estos dominios – estas redes – son de
naturaleza *mercadológica, económica.

Estos laboratorios en cuestión son espacios públicos, donde, incluso dentro
de la estructura estatal, acoge las críticas y discursos *antipáticos a las
viejas estructuras de poder.

Labsurlab de cierta forma expresa que cualquier encuentro es un lab y
teniendo los medios se puede potencializar ciertas prácticas sociales: más
que vaciar el poder, es una intención de hackear, intentando garantizar
espacios de libre producción y expresión del conocimiento.

*Hacia *los *labs!!!

 

duelo

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