Coleção Itaú Arte Cibernética em João Pessoa

João Pessoa, Brasil. 3 de outubro,19 h. Até 25 de novembro.
Exposição Arte Cibernética
Coleção de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural
Av. João Cirilo da Silva s/n Altiplano 58046-010
55 83 3214 8303 | 55 83 3214 8270
http://www.itaucultural.org.br
http://www.joaopessoa.pb.gov.br

 

 

O Instituto Itaú Cultural, em parceria com a Estação Cabo Branco, em João Pessoa, lança a exposição Arte Cibernética – Coleção Itaú Cultural, que ocorrerá a partir do dia 3 de outubro, às 19 horas, e seguirá até 25 de novembro.

A exposição consiste na exibição de oito obras da coleção presente no instituto, que também mantém a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Tecnologia como incentivo ao conteúdo desta produção artística.

Também no dia 4 de outubro, às 19h30, Guilherme Kujawski Ramos dará uma palestra sobre “Arte Cibernética” no auditório principal do equipamento.

 

Obras expostas

Descendo a Escada, de Regina Silveira (Brasil, 2002).
Versão interativa da obra Escada Inexplicável 2 (1999) elaborada com colaboração do Itaulab, laboratório de mídias interativas do Itaú Cultural. Na instalação, o observador experimenta a vertigem do movimento de descida de uma escada virtual. A projeção interativa incide sobre o triedro espacial formado pelo chão e o ângulo de duas telas verticais, gerando um continuum virtual dinâmico.

OP_ERA: Sonic Dimension, de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat (Brasil, 2005).
Instalação desenhada como um instrumento musical virtual que tem a forma de um cubo preto e aberto, preenchido por centenas de linhas luminosas que podem ser tangidas pelo observador. Afinadas com a tensão adequada, essas cordas vibram com uma frequência (de luz e de som) que varia de acordo com sua posição relativa e com o modo de interação do observador.

Reflexão #3, de Raquel Kogan (Brasil, 2005).
Instalação na qual a imagem de várias sequências de números é projetada na parede localizada de uma sala escura. A projeção, por sua vez, é refletida sobre um espelho d’água rente ao chão. A obra é interativa e as pessoas acionam o teclado, regulando assim a rapidez da projeção. Dessa forma, cria-se um movimento contínuo, mas nunca repetido, como se os números subissem de um espelho a outro, sucessivamente.

Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (Áustria, 2005).
Quando os participantes usam as teclas de uma antiga máquina de escrever, as letras surgem como caracteres projetados no papel. Ao retornar o cilindro da máquina, as letras transformam-se em criaturas artificiais que parecem flutuar na tela do papel. As criaturas são baseadas em um algoritmo genético que determina seus comportamentos e movimentos. E elas precisam se alimentar de novas letras datilografadas para reproduzir novos seres. Ao conectar o ato de datilografar ao da criação da vida, o espectador, no papel de “escritor de vidas”, participa da geração de um mundo situado no limiar do analógico e do digital.

Text Rain, de Camille Utterback e Romy Achituv (EUA e Israel, 1999).
A projeção do corpo dos participantes é combinada com a animação de uma chuva de letras coloridas que, por sua vez, respondem a seus movimentos corporais. Acumulando certo número de letras ao longo dos braços estendidos, ou da silhueta de qualquer outro objeto, o participante pode formar uma palavra inteira ou até mesmo uma frase. As letras em queda não são aleatórias, mas dão forma aos versos de um poema sobre o corpo e a linguagem.

Ultra-nature, de Miguel Chevalier (México, 2008).
Um jardim virtual criado para interagir com o público. A flora é composta inicialmente por seis variedades de plantas digitais coloridas. Cada uma delas evolui de acordo com um ciclo único definido por seu código genético. Por meio de sensores, as plantas seguem os movimentos dos visitantes e são polinizadas por seus gestos, gerando de forma imprevisível seus descendentes.

Les Pissenlits, de Edmond Couchote Michel Bret (França, 2006).
A força e a duração do sopro do espectador determinam os movimentos das sementes de um dente-de-leão, que realizam trajetórias complexas e diferentes. As imagens resultam da interação entre o sopro humano e um objeto virtual – no caso, uma flor. O conceito da “primeira interatividade” realiza-se nesta obra clássica, que até hoje influencia artistas do mundo inteiro.

PixFlow #2, de LAb[au] (Bélgica, 2007).
Escultura na forma de um console composto por quatro displays organizados verticalmente. Um programa simula um campo vetorial no qual partículas fluem conforme a evolução de sua densidade. A interação mútua que se desenrola no campo provoca a emergência de comportamentos totalmente imprevisíveis das partículas.

Arte Cibernética – Coleção de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural
de 3 de outubro a 25 de novembro
terça e sexta, das 9h às 21h
sábado e domingo, das 10h às 21h
[entrada franca]
Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes |
Av. João Cirilo da Silva s/n Altiplano 58046-010
João Pessoa PB

 

+ info http://www.itaucultural.org.br

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